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| Foto Divulgação |
O
Dia das Mães, considerado a segunda data mais importante para o varejo
brasileiro, atrás apenas do Natal, deve manter seu papel de destaque nas
vendas em 2026, mesmo em um cenário econômico mais cauteloso. A
estimativa é da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL),
que projeta uma movimentação de cerca de R$ 37,91 bilhões no período.
Segundo
o levantamento, 78% dos consumidores devem ir às compras para a data, o
que representa aproximadamente 127 milhões de pessoas. O gasto médio
por consumidor está estimado em R$ 294, com a compra de cerca de 1,68
presente por pessoa.
O
presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL
Fortaleza), Maurício Filizola, destacou a força da data para o comércio,
mesmo diante de desafios econômicos.
“Mesmo
diante de um contexto econômico mais desafiador, o Dia das Mães
demonstra, mais uma vez, a sua força para o varejo. Os números revelam
um consumidor mais consciente, atento aos preços, mas que não abre mão
de celebrar uma data tão significativa. Esse equilíbrio entre cautela
financeira e apelo emocional cria oportunidades importantes para o
comércio”, afirmou.
Apesar
de o apelo emocional continuar sendo o principal motor de consumo, o
levantamento aponta que 66% dos consumidores percebem aumento nos preços
em relação ao ano anterior. Ainda assim, a vontade de presentear
permanece elevada, impulsionada principalmente por sentimentos como
gratidão e valorização das relações afetivas.
O
comportamento de consumo revela um cenário dividido. Enquanto 39% dos
entrevistados pretendem gastar mais, motivados pela escolha de presentes
mais caros ou pela alta de preços, outros 19% afirmam que devem reduzir
os gastos, citando dificuldades financeiras, dívidas ou necessidade de
economia.
Entre
os produtos mais procurados para a data estão itens de moda, como
roupas, calçados e acessórios, além de produtos de beleza, como perfumes
e cosméticos. Chocolates e flores também seguem entre as opções
tradicionais de presente.
Além
dos itens físicos, experiências ganham espaço no consumo, como idas a
restaurantes, viagens e serviços de bem-estar, indicando uma
diversificação nas escolhas dos consumidores e novas oportunidades para o
varejo.
O
estudo também aponta uma mudança gradual no comportamento do
consumidor: 37% dos entrevistados considerariam comprar presentes usados
em bom estado, embora a maioria ainda prefira itens novos.
Mesmo
com maior cautela financeira, o Dia das Mães segue como uma das datas
mais relevantes para o comércio brasileiro, unindo forte apelo emocional
e impacto econômico significativo, além de exigir estratégias de venda
mais flexíveis e voltadas à experiência do consumidor.
