Foto: Nelson Almeida / AFP
Subiu para 154 o número de mortos pelas chuvas no Rio Grande do Sul, de acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil estadual, nesta sexta-feira (17). Ao todo, há ainda 98 pessoas desaparecidas. As autoridades estimam que a catástrofe tenha afetado a vida de 2,2 milhões de moradores de 461 municípios, 93% do total. Há 540.192 pessoas desalojadas e 78.165 em abrigos.
O balanço informou também que cinco dos sete principais rios do estado seguem com níveis acima da cota de inundação. No Guaíba, a elevação diminui gradativamente.
- Lago Guaíba – Porto Alegre – 4,72 metros (cota inundação 3,00 Centro; 2,10 Ilhas)
- Rio Taquari – Muçum – 5,54 metros (cota inundação 18,00)
- Rio dos Sinos – São Leopoldo – 6,68 metros (cota inundação 4,50)
- Rio Gravataí – Passo das Canoas – 5,75 metros (cota inundação 4,75)
- Rio Caí – Feliz – 3,20 metros (cota inundação 9,00)
- Rio Uruguai – Uruguaiana – 10,68 metros (cota inundação 8,50)
- Lagoa dos Patos – São Lourenço do Sul – 2,80 metros (cota inundação 1,30)
Água recua e Porto Alegre enfrenta acúmulo de lixo
A água está em tendência de baixa em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, o nível do Lago Guaíba caiu e está abaixo de 5 metros, marca inferior às registradas há alguns dias, porém ainda acima da cota de inundação, que é de 3 metros. Os moradores precisam agora lidar com o cenário de acúmulo de lixo e entulho, além mau cheiro nas ruas. Outra preocupação é com as doenças transmitidas por ratos e insetos.
De acordo com a Prefeitura de Porto Alegre, já está sendo realizado a coleta de lixo em bairros com possibilidade de trafegar, que não estão inundadas. Como é o caso dos bairros, onde foram retiradas mais de 119 toneladas de lodo, móveis estragados e entulhos durante dois dias.
FONTE MISÉRIA