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| Foto Thiago Gadelha |
O
candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, participou de uma
caminhada no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, na manhã desta
segunda-feira (24). Durante o ato, acompanhado dos demais membros da
chapa majoritária aliada, o político concedeu uma entrevista coletiva e
destrinchou parte das suas propostas para a segurança.
Ao
falar com a imprensa, o tucano afirmou que quer "libertar a Polícia"
cearense e alegou ser contra o uso de câmeras corporais nas fardas de
policiais para o registro de ações em vídeo e áudio durante o serviço
"Câmeras
de segurança [nas fardas dos policiais] eu sou contra. Aqui, no Ceará, o
que nós precisamos fazer agora é acabar com essa farsa que o PT, Elmano
de Freitas, Camilo Santana montaram. Eles criaram uma corregedoria de
Polícia separada da estrutura policial", iniciou.
Ele
usou como exemplo uma apreensão de maconha realizada no município de
Acopiara, em 25 de junho, que culminou na abertura de uma processo
disciplinar pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de
Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) contra agentes de
segurança em razão de alegadas falhas na ação.
"E
o que esse cara fez foi inverter a presunção de inocência, que cabe a
qualquer brasileiro pela Constituição, mas tanto mais aos policiais que
estão se expondo. O policial civil, o policial militar é um trabalhador
que sai da sua casa, deixa a sua família num ambiente dominado pela
facção, pra ir pra rua nos proteger", disse Ciro.
Indagado
sobre o uso de câmeras corporais em ações policiais, Ciro afirmou ser
contra. "Quero é libertar a Polícia do Ceará até a hora em que a gente
restaurar a ordem, aí sim, depois a gente vai ver como conter os abusos
policiais da forma mais trivial que puder", completou.
