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| Foto Rogério Brito/ M1 |
As
duas lojas das Casas Bahia em Juazeiro do Norte seguem funcionando
normalmente, apesar do anúncio de uma ampla reestruturação da varejista,
que resultou no fechamento de quase 300 unidades e na demissão de cerca
de 3 mil funcionários em agosto deste ano.
Nesta
segunda-feira (17), o M1 verificou a situação das duas unidades da rede
em Juazeiro do Norte, que seguem abertas. Uma delas está localizada na
Avenida Padre Cícero, no Cariri Shopping, enquanto a outra funciona na
Rua São Pedro, no Centro.
A
reportagem observou uma movimentação relativamente baixa e um número
reduzido de vendedores no momento da visita à loja do shopping. A
unidade também apresentava diversos produtos em liquidação. A iluminação
estava parcialmente reduzida, mas não é possível afirmar que a medida
esteja relacionada a uma tentativa de economia de energia.
Além
de permanecerem funcionando, as unidades do município continuam
disponíveis para retirada de produtos adquiridos pelo aplicativo e pelo
site da Casas Bahia. Em simulações realizadas pelo M1, foi possível
selecionar essas lojas como pontos de retirada.
O portal também conversou com um vendedor de uma das unidades, que confirmou que a loja seguirá aberta e continuará funcionando.
Crise financeira nas Casas Bahia
O
fechamento das unidades faz parte da estratégia do Grupo Casas Bahia
para reduzir custos e reorganizar sua estrutura financeira diante do que
a própria companhia classifica como a pior crise financeira de sua
história.
A
informação consta no pedido de recuperação judicial apresentado pela
companhia à Justiça de São Paulo e também aparece nos resultados do
segundo trimestre de 2026, divulgados neste último domingo (16). No
período, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões.
Na
petição apresentada à Justiça, a empresa aponta como fatores para a
deterioração de sua situação financeira o ambiente de juros elevados, a
queda no consumo de bens duráveis, o aumento da inadimplência e as
dificuldades enfrentadas pelo setor varejista nos últimos anos.
Para
o plano de reestruturação, a empresa cita que “com os fechamentos das
lojas deficitárias, a média do parque de lojas remanescente aumentará em
1,4 ponto percentual”, afirmou, acrescentando que a média de
participação do carnê nas lojas remanescentes aumentará de 5,0 a 6,0
p.p..
