terça-feira, 18 de agosto de 2026

Casas Bahia mantém lojas abertas em Juazeiro do Norte após fechamento de quase 300 unidades no Brasil

Foto Rogério Brito/ M1
As duas lojas das Casas Bahia em Juazeiro do Norte seguem funcionando normalmente, apesar do anúncio de uma ampla reestruturação da varejista, que resultou no fechamento de quase 300 unidades e na demissão de cerca de 3 mil funcionários em agosto deste ano.

Nesta segunda-feira (17), o M1 verificou a situação das duas unidades da rede em Juazeiro do Norte, que seguem abertas. Uma delas está localizada na Avenida Padre Cícero, no Cariri Shopping, enquanto a outra funciona na Rua São Pedro, no Centro.

A reportagem observou uma movimentação relativamente baixa e um número reduzido de vendedores no momento da visita à loja do shopping. A unidade também apresentava diversos produtos em liquidação. A iluminação estava parcialmente reduzida, mas não é possível afirmar que a medida esteja relacionada a uma tentativa de economia de energia.

Além de permanecerem funcionando, as unidades do município continuam disponíveis para retirada de produtos adquiridos pelo aplicativo e pelo site da Casas Bahia. Em simulações realizadas pelo M1, foi possível selecionar essas lojas como pontos de retirada.

O portal também conversou com um vendedor de uma das unidades, que confirmou que a loja seguirá aberta e continuará funcionando.
Crise financeira nas Casas Bahia

O fechamento das unidades faz parte da estratégia do Grupo Casas Bahia para reduzir custos e reorganizar sua estrutura financeira diante do que a própria companhia classifica como a pior crise financeira de sua história.

A informação consta no pedido de recuperação judicial apresentado pela companhia à Justiça de São Paulo e também aparece nos resultados do segundo trimestre de 2026, divulgados neste último domingo (16). No período, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões.

Na petição apresentada à Justiça, a empresa aponta como fatores para a deterioração de sua situação financeira o ambiente de juros elevados, a queda no consumo de bens duráveis, o aumento da inadimplência e as dificuldades enfrentadas pelo setor varejista nos últimos anos.

Para o plano de reestruturação, a empresa cita que “com os fechamentos das lojas deficitárias, a média do parque de lojas remanescente aumentará em 1,4 ponto percentual”, afirmou, acrescentando que a média de participação do carnê nas lojas remanescentes aumentará de 5,0 a 6,0 p.p..

Com informações do Site Miséria.