![]() |
| Foto Reprodução |
Neste
mês de agosto, completaram-se 100 anos do reconhecimento da eleição do
Padre Cícero Romão Batista como deputado federal pelo Ceará. Em 2 de
agosto de 1926, a Comissão dos Poderes da Câmara dos Deputados emitiu
parecer favorável ao religioso, validando sua eleição para ocupar a vaga
deixada pela morte do deputado Floro Bartolomeu.
O
parecer foi lido pelo deputado Albertino Drumond e recebeu a assinatura
dos demais integrantes da comissão, sendo encaminhado à Mesa da Câmara.
Na época, Padre Cícero tinha 82 anos e já era reconhecido como uma das
maiores lideranças religiosas e políticas do Nordeste.
A
candidatura surgiu após a morte do deputado Floro Bartolomeu, em 8 de
março daquele ano. Pela legislação vigente, era necessária a realização
de uma nova eleição para preencher a vaga. Apenas dez dias depois da
morte do aliado, Padre Cícero anunciou que disputaria o mandato.
Para
participar da eleição, Padre Cícero se afastou da administração de
Juazeiro do Norte, então conduzida interinamente pelo presidente da
Câmara Municipal, vereador José Eleutério de Figueiredo.
Nunca exerceu o mandato
Em
correspondências da época, Padre Cícero demonstrava não ter interesse
em exercer o mandato de deputado federal. Segundo o biógrafo Lira Neto,
autor do livro Padre Cícero: Poder, fé e guerra no sertão, o religioso
justificou a candidatura afirmando: “Não podia, entretanto, diante do
exposto, escusar-me”.
Embora
tenha sido reconhecido como deputado federal pela Comissão dos Poderes,
Padre Cícero nunca chegou a assumir o cargo. O religioso não viajou ao
então Distrito Federal, no Rio de Janeiro, onde deveria tomar posse, e,
por isso, jamais exerceu efetivamente o mandato na Câmara dos Deputados.
