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| Foto Reprodução |
Um
total de 306 mulheres foram vítimas de agressão e/ou outros tipos de
violência, durante o ano de 2025 em Quixadá Município. As vítimas foram
assistidas pela Lei Maria da Penha. Os dados foram contabilizados pela
Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).
Os
dados permitem estratificar o perfil da violência contra as mulheres,
de maneira que é possível constatar evidências surpreendentes. Por
exemplo, o domingo à noite é o dia e o horário, respectivamente, onde os
maiores casos de Maria da Penha aconteceram no ano passado.
Analisando
os casos em sua totalidade, a maioria deles ocorreram no período da
manhã. Mas no domingo, no dia em que a maioria dos casos ocorre, a
frequência de registros se acentua na parte da noite, com 26 casos
contabilizados neste período.
Dos
306 casos registrados, 65 foram em um domingo, o que corresponde a
21,24% do total de casos. O segundo dia com o maior número de registros
de violência tendo como alvo a mulher é nas quartas-feiras, com 53 casos
contabilizados, o que corresponde a 17,32% do total.
Os
números da Supesp sobre a violência contra a mulher em Quixadá mostram
que a maioria das vítimas (66 do total de 306), possuem entre 24 a 29
anos. Há cinco casos de Maria da Penha que foram utilizados para a
defesa de mulheres ainda crianças: as vítimas eram crianças do sexo
feminino com idade entre zero e cinco anos.
O
combate a violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha estiveram
novamente em evidência nas últimas semanas, após a repercussão do caso
de estupro coletivo envolvendo uma menos de 17 anos, no Rio de Janeiro.
No mesmo período, Maria da Penha, a mulher que batiza a lei, teria sido
alvo de ameaças de morte por parte do ex-marido, ação descoberta por
investigadores da Polícia e da Justiça
