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| Foto Tinnakorn Jorruang/Shutterstock |
No
primeiro bimestre de 2026, o Ceará registrou uma média de quatro
estupros por dia. Em janeiro e fevereiro, foram contabilizados 250 casos
contra 271 ocorrências no mesmo período de 2025, indicando também uma
redução de 7,7% no período neste ano. Apesar da queda, os números ainda
são considerados elevados e levantam o debate sobre a subnotificação do
delito no Estado.
Os
dados foram compilados pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia
de Segurança Pública (Supesp), da Secretaria da Segurança Pública e
Defesa Social do Ceará (SSPDS), e divulgados ao O Povo.
No
recorte dos dois primeiros meses em 2024, ainda houve queda de 15% em
comparação a 2026. Na época, foram 296 casos denunciados.
Conforme
o levantamento do órgão, o registro anual dos crimes de estupro e
estupro de vulnerável no ano passado no Estado foram de 1.909.
Ao
longo de 2024, o Estado teve 299 casos a mais registrados em 12 meses
em comparação a 2025, com 2.208 procedimentos lavrados, revelando o
começo da queda dos crimes denunciados.
Conforme
a professora adjunta e pesquisadora do curso de Psicologia da
Universidade Estadual do Ceará (Uece), Layza Castelo, os dados oficiais
representam apenas uma fração da realidade devido à subnotificação
causada pelo silenciamento das vítimas, principalmente, dentro do
ambiente familiar.
A
especialista aponta que a maioria das vítimas de estupro são crianças e
adolescentes. Nesse contexto, quando os crimes acontecem dentro de
casa, muitas vítimas não conseguem identificar ou nomear o que está
acontecendo. Além disso, os abusos frequentemente vêm acompanhados de
ameaças, o que dificulta ainda mais a denúncia.
