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| Foto Natinho Rodrigues/ SVM |
Agricultores
e pecuaristas cearenses enfrentavam, não faz muito tempo, problemas
graves de comunicação nas suas fazendas, e a culpa era do instável sinal
de telefonia e banda larga oferecido pelas tradicionais operadoras.
Esse problema não existe mais.
Agora,
“temos internet de alta qualidade e velocidade ao longo das 24 horas do
dia”, como revelam à coluna fruticultores, agricultores, pecuaristas e
carcinicultores que já utilizem a boa novidade.
E
essa boa novidade é um apetrecho retangular, medindo 60 cm x 38 cm e
altura de 4 cm, produzido pela Starlink, uma empresa do bilionário Elon
Musk. No sertão, propriedades rurais, carros de passeio e caminhonetes
de agropecuaristas e, também, de autoridades municipais trafegam com
esse equipamento instalado na cabine dos veículos ou na parte superior
de sua carroceria e, também, nos currais ou na casa sede da fazenda.
É
outro avanço que a Tecnologia da Comunicação (TI) criou e
disponibilizou para facilitar a vida e os negócios de quem produz em
qualquer lugar do mundo e sob as mais severas condições de trabalho.
Hoje, essa tecnologia está disponível nos aviões, nos navios e nos
trens, o que, em determinadas circunstâncias, torna até prazerosa a
rotina de produzir na cidade ou no campo.
Esta
coluna conhece empresários cearenses que, estando na mais longínqua
localidade do sertão, tangendo bois ou acompanhando o trato da roça,
trocam mensagens de texto e por imagens usando o telefone móvel e o kit
da Sttarlink.
A
atividade econômica está em permanente mutação, exigindo atualização
tecnológica constante da indústria, do agro e do serviço, o que inclui a
área da saúde, destacadamente a hospitalar. Isto é verdade: hoje, as
mais complicadas cirurgias, inclusive as cardíacas, já são executadas
por robôs, conduzidos, naturalmente, por médicos especialistas.
Nas
fazendas da Itaueira Agropecuária, que produzem melão e melancia no
Ceara, Piauí e Bahia, por exemplo, o uso dessas novas tecnologias
permite o rastreamento individual das frutas, com o que a empresa
produtora atende aos requisitos dos organismos da fiscalização
fitossanitária.
Na
indústria de beneficiamento de camarão da Fazenda Potiporã, do
empresário cearense Cristiano Maia, este colunista e o empresário Jorge
Parente vimos a última a tecnologia em uso: minúsculos sensores separam
os indivíduos por peso e tamanho, conduzindo-os, por esteiras
diferentes, às câmaras frigoríficas, onde são armazenados e embalados
para a expedição. São os novos tempos, aos quais começa a acostumar-se o
consumidor, que, por sua vez, assim incentivado, tende a exigir produto
de melhor qualidade.
A
tecnologia já faz parte do cotidiano de quem produz e de quem consome.
Algo que está apenas começando, uma vez que, em prazo não muito
distante, se prevê que serão robôs e não humanos que cultivarão os
campos agrícolas do mundo – os do Ceará no meio.
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