![]() |
| Foto Fabiane de Paula. |
Uma
doença grave, transmissível e recorrente no Ceará já levou oito pessoas
a óbito em menos de dois meses de 2026. Até 20 de fevereiro, o Estado
confirmou 25 casos e oito mortes por meningite, de acordo com a
Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) – uma taxa de mortalidade de 32%
A
maioria das pessoas entre os casos confirmados tem entre 20 e 29 anos,
faixa que concentra dez das infecções. Os bebês menores de um ano
aparecem em seguida, com quatro confirmações, de acordo com a plataforma
de dados da Sesa, o Integra SUS.
A
faixa etária dos cearenses que morreram de meningite não foi informada.
Em nota, a Sesa ressalta que “se tratam de dados preliminares, sujeitos
a alterações conforme a consolidação da base e a conclusão das
investigações epidemiológicas em andamento”.
Em
número, o cenário de mortes por meningite em janeiro e fevereiro de
2026 é similar ao ano passado, quando houve seis óbitos pela doença. A
diferença, contudo, está no volume de casos: em 2025, os dois meses
tiveram 63 confirmações no período; neste ano, são apenas 25.
A
meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que
envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada principalmente por
infecções virais ou bacterianas, mas pode ter como agentes fungos e até
parasitas.
No
ano passado, a forma mais comum entre os casos confirmados em janeiro e
fevereiro foi a viral, com 31 infecções. Metade das mortes no mesmo
período, porém, foram pela forma bacteriana da doença – a meningite
pneumocócica –, segundo dados da Sesa.
