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Foto Guilherme Pereira / Canoas City Hall / AFP |
O
governo federal anunciou, nesta quinta-feira (9), um conjunto de
medidas que deve injetar quase R$ 50,945 bilhões na economia do Rio
Grande do Sul, estado que enfrenta a maior tragédia de sua história,
após ser atingido por chuvas e enchentes nos últimos dias. A antecipação
de benefícios, a estruturação de projetos de logística e infraestrutura
e, principalmente, o aporte de recursos para alavancar e subvencionar o
crédito estão entre as ações.
Em
apresentação no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva explicou que esses são recursos iniciais. “Isso não termina aqui.
Eu tenho dito aos ministros que nós temos que nos preparar porque a
gente vai ter o tamanho da grandeza dos problemas quando a água baixar e
quando os rios voltarem à normalidade”, disse Lula.
“Vamos
ter que, agora, começar a pensar como que a gente vai atender as
pessoas. Porque eu já sofri enchente, deu 1,5 metro dentro da minha casa
e quando a água vai embora a desgraça é muito feia [...]. Você não tem a
quantidade de lama que fica, a quantidade de sanguessuga, de bactérias,
de baratas mortas, é um negócio do inferno. E essa gente perdeu aqueles
bens, muita gente acha que uma televisão é uma pequena coisa, que não
tem muita importância, mas para uma pessoa mais humilde, a televisão é
um patrimônio. O fogão é um baita de um patrimônio, a geladeira, então,
nem se fala. E uma máquina de lavar roupa é uma coisa muito importante
para as mulheres que estão sobrevivendo a um verdadeiro sofrimento e
martírio com essa chuva”, argumentou o presidente.
Lula
garantiu ainda que o governo federal está empenhado para que nenhuma
burocracia atrapalhe a urgência das ações que vêm sendo anunciadas.