O advogado de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, entrou na Justiça com um pedido de extensão da liberdade concedida ao goleiro Bruno
para seu cliente. Segundo Wasley César de Vaconcelos, o pedido deve ser
apreciado dentro de dez dias no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Entendemos que o benefício concedido ao Bruno tem que ser extendido ao
Luiz, em conformidade com o artigo 580 do Código de Processo Penal,
onde fala que os recursos concedidos a um réu do mesmo processo deve se
estender aos demais que estejam na mesma situação processual e,
portanto, ele poderá ter liberdade concedida", disse em entrevista ao G1 na noite deste sábado (25).
Soltura do goleiro Bruno
O goleiro Bruno Fernandes, condenado por matar em 2010 a ex-namorada Eliza Samudio, deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Santa Luzia, na noite desta sexta-feira (24).
O ministro Marco Aurélio, entendeu que há excesso de prazo na prisão de
Bruno e que o goleiro tem direito a aguardar em liberdade. Depois de
julgados o recurso, caso a condenação seja mantida, ele deve voltar para
a prisão.
“A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 6 anos e 7
meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do
processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à
projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de
provisória”, diz trecho da decisão.
Ele estava na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, mas o complexo não aceitava o regime semiaberto, por isso a defesa do preso pediu a transferência para a cidade do interior, na ocasião.
O advogado Wasley César de Vasconcelos, disse à época ao G1,
que pediu a transferência à Justiça para que o cliente pudesse ficar
mais perto de parentes que moram em Pará de Minas. Atualmente Macarrão
deixa a prisão durante o dia e retorna à noite.
O juiz Ronan de Oliveira Rocha afirmou, em 2016, que o preso cumpriu o
tempo mínimo de pena exigido para a progressão de regime, que é de 2/5
da pena que lhe foi imposta por crime hediondo (o que corresponde a 4
anos, 9 meses e 18 dias) e 1/6 da pena comum (6 meses) desde a data-base
estipulada, de 9 de setembro de 2011.
Caso Eliza Samudio
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi encontrado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.
Em março de 2013, Bruno foi considerado culpado pelo homicídio
triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado da jovem. Ele foi
sentenciado a 22 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do
cadáver de Eliza, além do sequestro do filho da jovem.