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| Foto Marcello Casal Jr/ Agência Brasil |
O
último atlas da IDF - Federação Internacional de Diabetes - informa que
pelo menos 17 milhões de brasileiros sofrem com a doença crônica,
caracterizada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina -
hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue.



Nesta
sexta-feira, data em que é celebrado o Dia Nacional do Diabetes, o
alerta é direcionado à prevenção, pois a doença tem impacto progressivo
na circulação sanguínea de menor calibre, que nutre a retina, nervos,
rins e outros vasos maiores.
O
cirurgião vascular e integrante da Comissão de Pé Diabético da
Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo,
Afonso Cesar Polimanti, explica algumas consequências da doença.
"No
olho, ele pode causar alguns sangramentos na retina, causando uma
doença que a gente chama de retinopatia diabética, que é uma das
principais causas de cegueira tanto no Brasil quanto no mundo. No rim,
ele pode destruir o glomérulo, então ele destrói o nosso filtro.
É
uma das principais causas de insuficiência renal causando hemodiálise
tanto no Brasil quanto no mundo. E, na circulação, ele pode causar como
se fosse uma aterosclerose, um quadro de fechamento dos vasos, simulando
como se a pessoa fumasse para vida, sem nunca colocar um cigarro na
boca."
O
transporte de sangue aos nervos também pode ser afetado, alterando a
sensibilidade. Além disso, o diabetes pode prejudicar o processo de
cicatrização e a resposta imunológica a infecções geradas por cortes ou
outras feridas, aumentando o risco de amputações.
No
entanto, a preocupação vai além das consequências, pois o diabetes tipo
2, o mais recorrente na população, pode agir silenciosamente.
