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| Foto Arquivo pessoal. |
Ao
nascer, o corpo é “molinho”, mirrado, e mamar é missão difícil. Já na
primeira infância, inicia-se o oposto: começa a fome insaciável, por 24
horas, que conduz a uma adolescência e adultez obesas. Assim é a vida de
pessoas com a Síndrome de Prader-Willi (SPW) – doença rara que afeta
cerca de 250 cearenses.
O
dado é uma estimativa da associação SPW Brasil, com base na incidência
internacional da doença genética. A entidade conhece 32 cearenses com
SPW – mas oficialmente, devido ao subdiagnóstico, não é possível cravar
quantas pessoas no Ceará têm a condição.
Uma
delas, porém, se tornou assunto em todo o Brasil, na última semana,
após ser agredida dentro da Escola de Ensino Médio Raimundo Gomes de
Carvalho, em Fortaleza: o adolescente de 16 anos que foi forçado por
colegas a comer fatias de bolo, e exposto na internet em vídeo de
registro do bullying.
O
caso gerou manifestações e alertas para a necessidade de tornar a
síndrome mais conhecida para facilitar o diagnóstico precoce.
