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| Foto Marcelo Andrade/IFCE |
Em
busca de água para abastecer sua casa, o agricultor cearense Sidrônio
Moreira, que acabou encontrado um líquido semelhante a petróleo em seu
quintal, chegou a furar poços em dois locais diferentes no sítio onde
mora em Tabuleiro do Norte, sertão do Ceará. As duas tentativas, no
entanto, deram o mesmo resultado: um líquido viscoso e preto. A família
não encontrou água.
A
substância foi encontrada em novembro de 2024 e está sendo investigada
pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Testes laboratoriais apontaram
que a amostra do líquido encontrado tem as mesmas características
físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha, no Rio Grande
do Norte. A confirmação oficial, porém, só pode ser dada pela ANP.
Sidrônio
começou a explorar o terreno para tentar dar fim a um problema antigo
na região: a falta de água. “Quando eu cheguei aqui, sem água, eu disse:
‘Vou furar um poço’. Chamei minha esposa, fizemos um empréstimo do
nosso dinheiro, da aposentadoria, e furei esse poço. Só que não deu
água, deu foi esse material”, conta.
De
acordo com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Estado do Ceará (IFCE), que acompanha o caso, o material ao qual
Sidrônio se refere é um líquido viscoso, preto, denso e que, pelo
cheiro, lembra o odor característico de óleo automotivo.
Na
época, o agricultor chegou a ficar desapontado com a descoberta, já que
queria encontrar água. Por isso, decidiu isolar o primeiro poço e fazer
uma nova tentativa de perfuração a cerca de 50 metros de distância do
primeiro. No entanto, o resultado foi o mesmo:
"O
cavador lá me ajudou. Aí eu fui, furei em outro lado, mas com 23 metros
começou a dar o mesmo problema, jogaram umas pedras pretas. Aí eu
disse: ‘Não, vamos parar com isso aí, não dá certo não’”, conta.
Sem
água, os poços no quintal de casa foram fechados. Somente tempos
depois, um dos filhos de seu Sidrônio decidiu investigar o material
encontrado.
