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| Fot:o Fabiane de Paula |
Os
efeitos do novo critério de renda para acesso ao abono salarial começam
a ser sentidos a partir deste ano. A mudança estabelece que o teto do
benefício deixará de acompanhar o salário mínimo e passará a ser
corrigido apenas pela inflação. Com isso, ao longo da próxima década,
haverá uma redução gradual no número de trabalhadores com direito ao
benefício
No
Ceará, esse número reduziu aproximadamente 1% em 2026, cerca de 8,2 mil
pessoas a menos na comparação com 2025. Uma vez que o ano-base
utilizado de referência para o cálculo do benefício é dois anos antes do
pagamento, as alterações aprovadas em 2024, com a Emenda Constitucional
n.º 135, começam a ter reflexo na quantidade de trabalhadores aptos a
receber o abono salarial de 2026.
Segundo
dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ao Diário
do Nordeste, foram identificados 1.009.118 trabalhadores com direito ao
abono salarial no Ceará em 2026.
Esse
número é 0,81% menor do que o de 2025, quando foram identificados
1.017.330 empregados aptos a receber o benefício — cerca de 8,2 mil
trabalhadores de diferença.
Segundo
projeção do Ministério da Fazenda, essa dinâmica fará com que, até
2035, o teto de elegibilidade se aproxime de um salário mínimo e meio
