![]() |
| Foto: Kid Jr. |
Imagine
que você está caminhando pela Praça, e precisa se comunicar com alguém. O que você faria? Hoje,
basta utilizar o celular para fazer uma ligação ou enviar uma mensagem.
Entre
os anos 1980 e 2000, quando a telefonia móvel ainda era rara no Brasil,
essa comunicação podia ser feita por meio de um telefone de uso público
(TUP), conhecido popularmente como orelhão. A partir de 2026, esse
símbolo nacional deixará de existir na maioria do território brasileiro.
Os
orelhões eram mantidos por meio dos contratos de concessões para a
prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), a telefonia fixa.
Em dezembro de 2025, as licenças das cinco empresas responsáveis pelos
TUPs do país — Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica — foram
encerradas no Brasil todo. Com isso, as companhias deixam de ter a
responsabilidade legal de manter a infraestrutura dos orelhões.
Segundo
dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda existem
cerca de 492 unidades espalhadas pelo Ceará, sendo 287 equipamentos
ativos e outros 178 em manutenção. A maioria desses aparelhos são Oi e
apenas 4 pertencem à Claro. Embora exista alguns orelhões espalhados
pelas ruas de Fortaleza, não há registros oficiais na Anatel de que eles
estejam funcionando.
Fim da obrigatoriedade
Conforme
a Anatel, a proximidade do término dos contratos levou à discussão
“mais ampla sobre o atual modelo de concessão, com vistas a estimular os
investimentos em redes de suporte à banda larga”. “Nesse cenário, as
concessionárias buscaram celebrar acordos com a Administração Pública
para viabilizar a adaptação da concessão do STFC para a modalidade de
autorização, regida pelo regime privado”, diz a nota.
Com informações do Diário do Nordeste.
