sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Comer kiwi antes de dormir pode te ajudar a ter uma noite de sono tranquila; saiba

Dormir bem é um dos pilares da saúde, mas para muitas pessoas a qualidade do sono ainda é um desafio. Nos últimos anos, tem circulado nas redes sociais a recomendação de comer kiwi antes de dormir como forma natural de melhorar o descanso noturno. Mas será que isso é verdade?

Segundo a médica nutróloga Dra. Isolda Prado, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), essa prática não é fake news: há, sim, respaldo científico — mas com algumas ressalvas importantes. Isso acontece porque o kiwi é uma das frutas com maior teor de serotonina, um precursor da melatonina, envolvido na regulação do sono.

O que dizem os estudos

Um dos principais trabalhos sobre o tema foi realizado com 24 adultos com distúrbio leve do sono. Durante quatro semanas, os participantes consumiram dois kiwis uma hora antes de deitar. O resultado mostrou redução no tempo para adormecer, menos despertares noturnos, maior duração total do sono e melhor eficiência do descanso.

“Embora seja pequeno o número de participantes, os resultados deste estudo, sugerem melhora neste desfecho”, explica. 

Outro estudo, desta vez com atletas de elite, reforçou os achados. Após quatro semanas ingerindo dois kiwis por noite, os esportistas relataram melhora significativa na qualidade do sono, maior tempo total dormido, menos despertares e menor estresse.

De acordo com Dra. Isolda, é importante destacar que os protocolos utilizados nessas pesquisas envolvem duas frutas, e não apenas uma. 

Todos podem consumir kiwi?


Em geral, sim. Mas deve ser observado cautela para algumas pessoas:

Alergia ao kiwi não é incomum. Pode causar desde irritação oral, até reações graves (anafilaxia). Uma reação de dermatite oral alérgica foi relatada por usuários, com formigamento ou coceira na boca após comer kiwi, especialmente a casca.

“Nesse cenário, caso tenha histórico de alergias a frutas (como abacate, banana) ou a látex, recomenda-se cautela, pois há reatividade cruzada”, conclui a médica.