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Fábio Lima/ O Povo |
Do
início do ano até essa última segunda-feira, 13, o Ceará registrou
3.822 casos de Covid-19. Nessas onze semanas, 17 cearenses morreram em
decorrência de complicações da doença. Os números, que são os mais
recentes disponíveis na plataforma IntegraSUS, apontam uma queda de 98%
nos casos e óbitos em relação ao mesmo período de 2022. Fofo
Enquanto
neste ano os diagnósticos chegam à média de 347,4 por semana, em 2022
foram 24 mil casos semanais. Já os óbitos foram de 144 por semana para a
média de 1,5 morte a cada sete dias.
Hoje,
o Ceará vive o momento após a quinta onda de Covid-19. “A situação hoje
é de mudança de dominância das subvariantes. Em todo o Brasil,
predomina a subvariante XBB.1.5. Ela domina 95% das amostras no País”,
avalia Antônio Lima Neto, secretário executivo de Vigilância em Saúde do
Ceará.
“É
uma sublinhagem, como se fosse neta da variante Ômicron. É provável que
haja um aumento nos casos, mas a subnotificação também pode ser maior”,
explica. “Autoexames e casos brandos que as pessoas não procuram médico
fazem com a doença passe a ser um pouco negligenciada.”
Conforme
os dados do IntegraSUS, a maioria dos casos deste ano foi registrada em
mulheres. Já em relação ao critério raça/cor, os diagnósticos
prevalecem entre a população parda. Considerando as faixas etárias, os
grupos entre 18 e 30 anos e entre 31 e 40 anos concentram os maiores
totais, sendo 607 casos e 536 casos, respectivamente.
O
secretário enfatiza que “a linha de base de casos graves hoje é muito
pequena” e o Estado está há cinco semanas sem registrar qualquer óbito
por Covid-19. A última morte aconteceu no dia 3 de fevereiro. “A
vacinação é fundamental. Não se trata de a transmissão estar baixa ou
não, mas de seguir um calendário vacinal, que precisa ser incorporado à
vida das pessoas”, diz.