O médico Paulo Menezes, um dos integrantes do Centro de Contingência do
Coronavírus no estado, afirmou nesta sexta-feira (17) que "a taxa de
positividade vem variando ao longo do tempo, mas tem se mantido em torno
de 10% de todos os testes já realizados".
Com a chegada de 725 mil kits, de um total de 1,3 milhão de exames RT-PCR comprados pelo governo, houve diminuição da fila de amostras sem resultado em São Paulo nesta semana.
Dos 17 mil exames sem laudo, restam apenas 9.400, afirmou o secretário
estadual da Saúde, José Henrique Germann, ressaltando que houve uma
queda de 44% do número de testes represados nos últimos dias.
"Existem 4.500 amostras [das 9.400 restantes] já processadas e já em
fase de laudos. Acreditamos que em duas semanas a gente zera [a fila]".
Os 34 laboratórios da rede pública do estado recebem diariamente cerca de 1.400 novas amostras.
A capacidade atual de processamento é de 2.000, mas será ampliada para
5.000 até 24 de abril; e para 8.000 testes/dia até 18 de maio, segundo a
secretaria. Mais dez laboratórios estão sendo integrados à rede.
A prioridade dos testes na rede pública continua a ser para óbitos, casos graves internados e profissionais de saúde.
SP recebeu 120 mil testes rápidos de covid-19
Além dos testes RT-PCR (que identifica o vírus no organismo),
importados da Coreia do Sul diretamente pelo estado, São Paulo recebeu
do Ministério da Saúde 120 mil testes rápidos para covid-19.
Os kits serão distribuídos para todos os municípios e têm como foco
profissionais da saúde e da segurança pública que estejam com sintomas
gripais e idosos institucionalizados.
O teste rápido identifica os anticorpos produzidos e não requer que a
amostra seja transportada para um laboratório, como é o caso do RT-PCR.
São Paulo é a unidade da federação que registra, desde o início da
pandemia, o maior número de casos confirmados de covid-19: 12.841, até o
começo da tarde desta sexta-feira. Deste total, 928 pessoas morreram.
Nesta sexta-feira, 2.235 pessoas com diagnóstico confirmado de covid-19
estavam hospitalizadas, sendo 1.039 em unidades de terapia intensiva.
Outros 3.505 pacientes internados (1.236 em UTI) estão com suspeita de covid-19 e aguardam resultado dos exames.
São Paulo prorrogou hoje a quarentena em todo o estado (iniciada em 24
de março) até o dia 10 de maio, como forma de evitar uma rápida escalada
do número de infectados pelo coronavírus e uma eventual sobrecarga do
sistema de saúde.
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas tem operado no limite desde o
início da semana, com a UTI lotada e cerca de 80% da enfermaria ocupada.
O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que reservou o
maior prédio, o do Instituto Central, apenas para casos de covid-19, já
tem 84,5% dos 200 leitos de UTI ocupados.
No Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, a taxa de ocupação da
UTI é de 89%. A situação é semelhante no Hospital Santa Marcelina, no
Itaim Paulista (82%); e no Hospital Geral de Itapevi (79%).
Ontem, o secretário municipal de Saúde da capital, Edson Aparecido,
informou que três grandes hospitais de referência para o atendimento de
casos de covid-19 na zona leste, a região mais populosa da cidade, já
estão lotados.