Pelo segundo dia consecutivo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compareceu a manifestação em Brasília, causando aglomerações. Os protestos são em defesa da reabertura do comércio, contra o Congresso e a favor de uma intervenção militar no país.
Em Fortaleza, neste domingo, ocorreu uma manifestação contra o isolamento social e a favor da intervenção militar. Em meio à pandemia,
diferentes pontos do país, como Salvador e Manaus, também realizaram os
atos. Os manifestantes pedem a volta ao trabalho, com discursos em
defesa do isolamento vertical, quando só os grupos de risco ficam em isolamento.
O presidente discursou no quartel-general do Exército, onde estava parada uma carreata
dos manifestantes. O grupo era formado por algumas centenas de pessoas,
muitos com faixas pedindo um novo AI-5 e intervenção militar. Ao verem
Bolsonaro chegar, os manifestantes se aglomeraram para ouvir o
presidente.
Em cima da caçamba de uma caminhonete, Bolsonaro discursou contra o que chamou de velha política.
"Chega da velha política. Agora é Brasil acima de tudo e Deus acima de
todos", declarou. "Nós não queremos negociar nada. Nós queremos ação
pelo Brasil", afirmou o presidente.
Bolsonaro também disse que "acabou a época da patifaria. É agora o
povo no poder". O presidente acrescentou que os manifestantes poderiam
contar com ele "para fazer tudo aquilo que for necessário".
Bolsonaro tem incentivado os protestos. No sábado (18), o presidente
também deixou do Alvorada para se encontrar com apoiadores. No alto da
rampa do Palácio do Planalto, esperou a chegada de uma carreata formada
por ativistas católicos contrários ao aborto. Em seguida, o mandatário
desceu a rampa e se reuniu com os simpatizantes.
O presidente nega a gravidade da pandemia e promove passeios e aglomerações em Brasília, ao contrário do que recomenda a OMS. Bolsonaro demitiu seu então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por discordar de seu posicionamento técnico sobre a pandemia.