
A auxiliares, Bolsonaro teria demonstrado inconformismo com a
"saraivada" de críticas recebidas especialmente do Congresso, por um
erro que não seria dele. O presidente contou ter "confiado" no texto que
sua equipe de governo lhe repassara para assinar. À exceção de
entidades empresariais, os ataques vieram dos mais partidos, centrais
sindicais e das redes sociais.
Até o início da noite não tinha circulado ainda o nome do "responsável
pelo equívoco", já que cada parte envolvida na elaboração da MP tirava o
seu corpo fora do problema e repassava a terceiros. Em meio ao jogo de
empurra, a suspeita inicial no Palácio recaiu em "algum" setor do
Ministério da Economia, possivelmente uma da secretaria da pasta.
Jair Bolsonaro disse não se conformar com a publicação da MP sem prever
compensação aos trabalhadores. O "equívoco" lhe causou enormes
prejuízos não só políticos, mas entre a classe trabalhadora, que se viu
totalmente desprotegida e abandonada. Quando se deu conta do estrago
político, Bolsonaro foi ao Twitter, no final da manhã, avisar que
revogaria a medida. Naquele momento, a hashtag #BolsonaroGenocida já
tinha disparado.
O presidente disse, ainda segundo os auxiliares, que não era possível
deixar os trabalhadores sem qualquer proteção em uma situação crítica.
Afinal, contaram, ele tem enfrentado inclusive governadores e reclamado
de ações adotadas por eles que podem colocar em risco empregos e meios
de sobrevivência da população.