
O cliente vai continuar recebendo doze faturas por ano. Nos meses em que não houver medição, o valor a ser pago será a média dos últimos doze meses. Em caso de pagamento a mais ou a menos - a ser checado na medição seguinte -, a fatura virá com o ajuste, explicou o gerente de Operações Comerciais da Coelce, Ribamar Carneiro.
A nova forma de medir está autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e já é praticada por outras concessionárias no mundo e no Brasil, conforme Ribamar. A Aneel confirmou que a medição bimestral está autorizada na Resolução 414/2010, no Artigo 86.
“Ninguém pagava assim. Começamos em forma de piloto em dezembro de 2013, com seis mil clientes. Foi ótimo o resultado. Não teve nada diferente em termos de queixas”, ressaltou Ribamar. A Coelce tem 3,2 milhões de clientes em todo o Ceará.
O gerente reforça que serão doze faturas e seis medições. “O cliente não vai pagar duas faturas no mesmo mês. Apenas forma de leitura que vai mudar”.
Ribamar reforçou que a forma de medir já é utilizada em estados, como em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Redução de custos
Para o consumidor, a mudança é só na forma de cobrança. O impacto maior será para a própria Coelce. E será positivo. A quantidade de visitas dos leituristas, com isso, diminuirá. “Será uma economia para a Coelce. Mas é uma medida que já é aplicada nacionalmente e internacionalmente”, ressaltou o consultor de energia da Federação das Indústrias do Ceará (Fiece), Jurandir Picanço.
“Não haverá demissões no primeiro momento. Depois vamos ver, de acordo com o dimensionamento. Isso é um processo natural. Se a demanda aumenta, a gente contrata. Se a demanda reduz, desliga-se”, revela Ribamar.