terça-feira, 9 de julho de 2013

Elite nacional troca 16 treinadores em 191 dias e beira recorde recente

Dança das cadeiras, guilhotina ou entregar o boné. Chame como preferir. O fato é que o futebol brasileiro retomou, em 2013, seu hábito de trocar treinadores. Em 191 dias, entre demitidos e demissionários, foram 16 mudanças de comando entre os 20 clubes da Série A. A última delas, confirmada nesta terça-feira, ocorreu no Vasco que já não tem mais Paulo Autuori. 

Considerados os primeiros 191 dias de cada ano na elite nacional, é o segundo maior índice das últimas cinco temporadas. 

Em 2013, uma particularidade: o futebol brasileiro parou por praticamente um mês para a Copa das Confederações, período que sugere estabilidade. Ainda assim, nos últimos dias, Ney Franco, Vanderlei Luxemburgo, Ricardo Drubscky e Autuori saíram de seus clubes.

A dificuldade na relação entre clubes e treinadores, em 2012, parecia encontrar um novo momento. Também em pouco mais de seis meses, eram 13 mudanças de comando, o menor índice do período. Na atual temporada, Náutico e Bahia, com três trocas cada, engordaram a média. Vasco e Flamengo, com mais duas cada um, também foram por caminho parecido. 

Coincidência ou não, os clubes com melhores resultados recentes são aqueles com treinadores mais lôngevos. Tite, desde 2010 no Corinthians, venceu quatro títulos, entre eles o Mundial de Clubes. Abel Braga, pelo Fluminense, ganhou o Brasileiro. Oswaldo de Oliveira, com o Botafogo, venceu o Carioca e lidera a Série A. Já o Atlético-MG, com Cuca, está na semifinal da Libertadores.

Protagonista do mercado de treinadores nos últimos dias, o São Paulo demitiu Ney Franco exatamente um ano depois de contratá-lo. Favorito ao cargo, Autuori não inspira um trabalho de longo prazo no Morumbi. Nas nove equipes grandes do País em que atuou, ele jamais conseguiu mais de uma temporada de trabalho.