terça-feira, 23 de julho de 2013

Dilma está 'cercada de gente de quinta categoria', diz Ciro Gomes

O ex-ministro Ciro Gomes afirmou nesta terça-feira (23), que a equipe da presidente Dilma Rousseff é de “quinta categoria” e defendeu uma ''ampla reforma ministerial'' como resposta para as manifestações que ocorrem  no país. Para Ciro Gomes, 39 ministérios ''só atrapalham”.  “A Dilma tinha que extinguir uns 15”, ressaltou.

“[Dilma] é muito inexperiente e cercada de gente de quinta categoria pilotando uma aliança que é sentada na putaria. Desculpe a palavra'', disse o ex-ministro em entrevista ao programa do radialista Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares na manhã desta quarta-feira (23). Segundo o ex-ministro, as propostas de reforma política e assembleia constituinte apresentadas pela presidente como forma de resposta aos manifestantes foram uma “lambança”.

Ele disse acreditar que a população que está se manifestando nas ruas não é contra a Copa do Mundo de 2014. Mas percebeu distorções políticas. “A população percebeu que quando é pra fazer a Copa do Mundo apareceu dinheiro, a burocracia foi ultrapassada, os prazos foram cumpridos, etc, etc, etc. Porque que não fazem a mesma coisa para cumprir a nossa agenda?”, disse.

Disputa à Presidência

Apesar das críticas, Ciro Gomes afirmou ainda que não deve mais disputar a presidência da república. “Acho que não é muito provável. A minha vez era quando terminou o governo do Lula [2010] e a Dilma era uma desconhecida. Lamentavelmente, meu partido [PSB] não teve coragem. Trocaram a minha cabeça por um monte de benefícios para Pernambuco. Tudo bem, faz parte da vida”, disse.

Protesto contra viaduto em Fortaleza

Ciro Gomes chamou de ''meia duzia de burguesotes à toa''  e de ''maconheiros'' o grupo de ambientalistas que protesta contra a derrubada de árvores no Parque do Cocó para a construção de dois viadutos. Ele admite que há alternativas, inclusive a construção de túneis, porém, este tipo de construção seria inviável neste caso específico porque seria necessário fazer a impermeabilização da área.

A obra foi embargada pela Justiça na semana passada e um grupo de ambientalistas permanece acampado na parte desmatada do parque, principal área verde de Fortaleza, em protesto contra a intervenção.