terça-feira, 3 de outubro de 2017

Dia Mundial dos Animais é comemorado nesta quarta, 4; confira dicas para adotar pets

Criado em 1931, o Dia Mundial dos Animais é celebrado junto a um de seus mais conhecidos protetores, São Francisco de Assis. No mesmo dia 4, o Brasil comemora o Dia Nacional da Adoção Animal, ainda pouco conhecido, com objetivo de conscientizar sobre o abandono de animais de estimação. Em Fortaleza, abrigos estimulam adoções, principalmente de cães e gatos, nesta semana.
 
A data promove a adoção responsável, sem preconceito. No Brasil, 41% dos cães com lar fixo não têm raça definida, o popular vira lata. O número foi divulgado em agosto, em pesquisa do Instituto QualiBest, que ouviu 7.084 pessoas. Entre os entrevistados responsáveis por pets soma-se 65% e, desses, 79% têm cães, 39% gatos, 19% aves e 10% peixes. 

“Esses animais já sofreram muito nas ruas. A diferença entre apadrinhar e comprar um pet está no olhar dos adotados: a gratidão pelo lar”, frisa Carol Giffoni, protetora fortalezense e voluntária do grupo Pas.
 
 
Depois do cão vira-lata, estão as raças Poodle (11%), Pinscher (7%), Labrador (5%), Pit Bull (3%) e Lhasa Apso (3%). O cão sem raça definida é o mais presente nas casas das classes C e D e 33% deles foram encontrados abandonados nas ruas, segundo a pesquisa.

Segundo a protetora Cristiane Justa, presidente da ONG Abrace, a adoção de cães sem raça definida ainda sofre preconceito. “Muitas pessoas chegam logo perguntando qual a raça dos animais e querendo saber se eles 'crescem’. Sendo que outras compram um animal caro, de raça definida, e não dão o mais importante que são os cuidados veterinários e uma boa alimentação”, critica.
 
Outro fator recentemente percebido, de acordo com Cristiane, é o aumento do número de animais de raça abandonados. “Eles se tornam potenciais animais atropelados e conseguem sobreviver até menos que os já nascidos em situação de rua. As pessoas não estão conscientes quando decidem trazer para casa um animal”, lamenta.

São Lázaro
 
Fundadora do abrigo São Lázaro, Rosane Dantas convida para o ato responsável de adoção. “São 50 mil animais sem lar fixo, em Fortaleza. Por isso, é importante adotar em vez de comprar. O bichinho vira um membro da família”, defende. Hoje, a instituição abriga 800 animais e depende de novas adoções para abertura de vagas.

Feira para adoção de animais adultos acontece nesta quarta, 4, mediante prévio cadastro pelo Facebook (fb.com/saolazaro). Além de mensagens na rede social, o contato pode ser feito pelo e-mail abrigosaolazaro2016@gmail.com. O evento acontece na sede do abrigo, de 8h30 às 14 horas.

Grupo Pas

O grupo Proteção Animal da Sapiranga (PAS) é formado por três voluntárias que atuam desde março de 2015. Amparam cães e gatos em sério estado de saúde, fêmeas grávidas ou paridas e filhotes ou idosos abandonados. Mais de 500 animais já passaram pelo grupo. 
 
 
“São animais que precisam de ajuda, não pediram pra estar na rua. A gente quer mudar a vida deles”, frisa Carol Giffoni, uma das voluntárias do Pas. Lá, evento de adoção deve ocorrer no fim de semana, para ampliar número de visitas pelos interessados. 

Abrace
Outra ONG que decidiu adiar o dia da comemoração foi a Abrace. A programação será concentrada na sexta-feira, 6, e sábado, 7, para beneficiar voluntários e possíveis interessados. 
 
Os critérios de adoção variam conforme a instituição. Uma das principais preocupações dos abrigos é o controle de natalidade, com a castração. Além disso, a posse responsável dos animais de estimação. 

A Abrace, por exemplo, exige que o adotante tenha mais de 18 anos, domiciliado em Fortaleza ou Região Metropolitana e comprove renda suficiente para cuidar e manter o pet. Entrevista e termo de adoção são procedimentos padrões. A partir daí, é necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência para então, se aprovado, levar o novo mascote para casa. A ONG acompanha a adaptação e crescimento do animal.

De acordo com a presidente, Cristiane Justa, os critérios visam a prevenir devoluções. Ainda assim, em média, 30% dos animais adotados são devolvidos. “Um animal requer cuidados veterinários, cuidados com higiene, alimentação adequada e isso requer custos financeiros que as pessoas não estão dispostas a assumir”, completa a protetora.