A segunda-feira (23) foi de reunião entre os participantes da Comissão Nacional dos Clubes (CNC),
responsável por representar os clubes das Séries A, B, C e D do futebol
brasileiro. Após videoconferência no período da tarde, que contou com
representantes de 46 clubes, a entidade enviou uma nova proposta para a
Federação dos Atletas Profissionais de Futebol em que sugere três pontos
cruciais: férias coletivas a partir de abril, 10 dias de férias
entre o fim do ano de 2020 e início de 2021 e redução de 25% nos
salários dos jogadores enquanto durar a paralisação.
Uma das grandes preocupações dos atletas, o pagamento do mês de março
deverá ser feito integralmente. O calendário do futebol brasileiro
deverá ser estendido até o dia 30 de dezembro.
Em nota oficial, a comissão afirmou que, levando em consideração o
cenário de dificuldades que se apresenta no Brasil a partir das
previsões das autoridades sanitárias, bem como a Medida Provisória
editada no domingo (22) pelo Governo Federal (Art. 6, 9, 11 e 12) e a
Legislação Trabalhista (Art. 503 da CLT), esta segunda proposição
apresentada contempla os seguintes pontos:
- Concessão de Férias Coletivas de 20 dias a todos os atletas, no período compreendido entre os dias 1 de abril e 20 de abril de 2020, com pagamento integral no quinto dia útil do mês subsequente ao gozo das férias e o 1/3 constitucional a ser pago no mês de dezembro de 2020, de modo que os clubes - e somente eles - arcarão integralmente com a manutenção das atividades futebolísticas durante tal período;
- Garantia aos atletas do período de 10 dias restantes de férias no final do ano de 2020 ou no início de 2021, adequadas ao calendário que se desenhará após o retorno da paralisação;
- Redução da remuneração dos atletas em 25% durante o período da paralisação, como preceitua o artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) em casos extremos e de força maior.