
"É difícil traçarmos uma previsão durante o período de pré-estação. Só
conseguimos algo mais preciso pouco dias antes. Porém, é de praxe que
janeiro chova mais que o mês de dezembro. Esperamos que este janeiro
seja como em 2016, que choveu 94% acima da média histórica", afirma
Fritz.
No próximo dia 19, a Funceme promete anunciar o prognóstico da quadra
chuvosa de 2018. O estudo terá como base os 15 primeiros dias do ano
para traçar o cenário dos próximos meses. O órgão aponta que há um fator
favorável com o fenômeno La Nina. "Estamos dependendo das condições do
Oceano Atlântico, assim como das águas do Pacífico. Os dois têm que
estar em convergência. Já conseguimos identificar que La Nina está
garantida, pelo menos até abril, através de medição subsuperficial, no
oceano", explica.
Já o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da
Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (GTPCS/MCTIC) faz uma
previsão que indica maior probabilidade do total trimestral de chuva
ocorrer na categoria abaixo da faixa normal climatológica na maior parte
da Região Nordeste, incluindo o Ceará. Segundo o estudo, os volumes
armazenados tendem a se manter estáveis.
Oscilação
A maior variação esperada é no Ceará, com projeções que oscilam de 6,4% a
12%, até março de 2018. O grupo GTPCS/MCTIC possuí profissionais dos
seguintes órgãos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE),
Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais
(Cemaden) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
DN Online