quarta-feira, 6 de maio de 2026

Flávio Bolsonaro lidera em 5 estados contra Lula, aponta Genial/Quaest; empate técnico em Minas Gerais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) vão disputar as eleições presidenciais em outubro 
 
Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (6) pela Genial/Quaest revela um cenário equilibrado eompetitivo em simulações de segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com a pesquisa, Flávio Bolsonaro aparece à frente em cinco dos dez Estados analisados, incluindo dois dos maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Rio de Janeiro. 

Já Lula lidera em quatro Estados, com destaque para a região Nordeste e o Pará. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, há empate técnico dentro da margem de erro: Lula tem 39% contra 36% de Flávio, com uma parcela significativa de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo.

O estudo ouviu 11.646 eleitores e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais em São Paulo e três pontos nos demais Estados, com nível de confiança de 95%.

Entre os destaques, Flávio Bolsonaro registra sua maior vantagem no Rio Grande do Sul, com diferença de 26 pontos percentuais. No Paraná, também aparece com folga: 50% contra 30% de Lula. Em São Paulo, o senador soma 47%, enquanto o presidente tem 35%.

Por outro lado, Lula apresenta desempenho mais forte no Nordeste, especialmente na Bahia, onde lidera com 55% contra 22% do adversário.

A pesquisa também avaliou cenários com outros nomes. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), não supera Lula nos Estados analisados, mas registra empate técnico em Minas, com 38% contra 37% do presidente. Já o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), vence Lula apenas em seu Estado, com 51% contra 26%, enquanto nos demais cenários o presidente aparece à frente ou em empate técnico.

Os dados indicam um cenário eleitoral fragmentado, com forte influência regional e elevado número de eleitores indecisos ou inclinados ao voto branco e nulo, o que pode ser determinante na consolidação das candidaturas ao longo da campanha.