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| Foto Divulgação |
O
Governo do Ceará deu início, nesta última segunda-feira (20), ao
processo de licitação de uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada à
expansão do esgotamento sanitário em 127 municípios atendidos pela
Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). O anúncio foi feito no
Palácio da Abolição, em Fortaleza, com a presença do governador Elmano
de Freitas e do presidente da estatal, Neuri Freitas.
A
iniciativa integra o programa Ceará Saneado, considerado um dos maiores
projetos de saneamento em andamento no país. A proposta prevê cerca de
R$ 7 bilhões em investimentos ao longo de contratos com duração de 28
anos, com a meta de ampliar a coleta e o tratamento de esgoto para
alcançar 90% da população das cidades contempladas até 2033.
Para
isso, está prevista a implantação de aproximadamente 7 mil quilômetros
de redes de esgoto, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas. A
expectativa é de impactos diretos na saúde pública, além de melhorias
nas condições sanitárias e urbanas dos municípios atendidos.
Os
municípios foram organizados em cinco blocos regionais —
Norte-Litorâneo, Centro-Sul, Centro-Leste, Três Climas-Maciço e Sertões
de Crateús-Ibiapaba — estratégia que busca otimizar a operação e
garantir maior eficiência na execução dos serviços.
Segundo
a Cagece, o projeto é resultado de um mapeamento detalhado realizado em
todas as regiões incluídas na PPP. Equipes técnicas visitaram os
municípios para avaliar as condições existentes e identificar as
necessidades de expansão da rede.
O
leilão está previsto para ocorrer em 30 de junho de 2026, na B3, em São
Paulo. A expectativa do governo é atrair investidores nacionais e
estrangeiros para viabilizar a ampliação e modernização do sistema de
saneamento básico, alinhando o Estado às diretrizes do novo Marco Legal
do Saneamento.
A
iniciativa também deve impulsionar a geração de empregos e fortalecer a
parceria entre o poder público e a iniciativa privada na execução de
serviços essenciais.
Nos
municípios, a expectativa é de avanço significativo na cobertura. Em
cidades como Crateús e São Benedito, onde já há redes em funcionamento, a
meta é ampliar o atendimento e universalizar o acesso ao esgotamento
sanitário, considerado um dos principais indicadores de qualidade de
vida e saúde coletiva.
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