
Uma vacina personalizada contra o câncer de pâncreas apresentou resultados promissores em pacientes acompanhados por até seis anos após o tratamento.
A pesquisa, publicada em fevereiro de 2025 na revista científica Nature, indica que a estratégia pode ajudar a reduzir o retorno da doença em um dos tumores mais difíceis de tratar.
SINTOMAS
O câncer de pâncreas está entre os mais letais porque costuma crescer de forma silenciosa e, em muitos casos, é descoberto apenas em fases avançadas. Mesmo quando a cirurgia é possível, o risco de recidiva costuma ser alto.
- Dor abdominal ou nas costas;
- Perda de peso sem explicação;
- Pele e olhos amarelados;
- Falta de apetite;
- Cansaço persistente;
- Alterações digestivas.
VACINA
O estudo avaliou 16 pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático, tipo mais comum de câncer de pâncreas. Todos passaram por cirurgia para retirada do tumor e, depois, receberam um tratamento combinado.
A sequência incluiu imunoterapia com atezolizumabe, doses da vacina personalizada chamada autogene cevumeran.
Segundo os pesquisadores, oito dos 16 participantes desenvolveram forte resposta imune após a vacinação.
Na atualização mais recente do acompanhamento, sete dos oito pacientes que responderam imunologicamente continuavam vivos entre quatro e seis anos depois do tratamento. Dentre os que não apresentaram a mesma resposta, dois permaneciam vivos no mesmo período.
Uma nova fase da pesquisa já está em andamento. Se os resultados forem repetidos em grupos maiores, a vacina poderá abrir caminho para uma nova estratégia contra o câncer de pâncreas.