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| Foto Bruno Cabral/Faec/Divulgação |
O
cultivo do algodão começa a ganhar novo espaço no interior do Ceará. Um
programa estadual lançado neste início de ano prevê o plantio da
cultura em cerca de 5 mil hectares, distribuídos por 20 municípios, com
foco em regiões de clima mais seco e histórico de produção agrícola.
O plantio deve ocorrer entre fevereiro e o início de março, com colheita estimada para os meses de julho e agosto.
A
iniciativa faz parte do Programa Estadual de Fortalecimento e
Revitalização da Cotonicultura, que aposta na distribuição de sementes
adaptadas às condições do semiárido e no acompanhamento técnico da
produção.
A
expectativa é alcançar uma produtividade média de 2 mil quilos por
hectare, o que pode resultar em uma produção estimada de até 10 mil
toneladas de algodão nesta primeira etapa.
O
programa tem como público-alvo municípios com histórico ou potencial
para a cultura, incluindo cidades da região dos Inhamuns e outros polos
do interior cearense.
A
proposta é retomar uma atividade que já teve peso na economia do
Estado, especialmente no Interior, mas que perdeu espaço ao longo das
últimas décadas.
Diferentemente
de modelos baseados em repasse direto de recursos, a ação é estruturada
a partir da transferência de tecnologia, do uso de sementes
desenvolvidas para áreas com restrição hídrica e do suporte técnico ao
longo do ciclo produtivo.
A produção das sementes utilizadas no programa foi realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Além
da etapa agrícola, o programa busca integrar o cultivo do algodão à
cadeia produtiva já existente no Ceará. A Santana Textiles participa
como parceira, com articulação para absorver parte da matéria-prima
produzida no Estado, conectando a produção rural à indústria têxtil
local.
A
expectativa do governo é que a retomada do algodão contribua para
diversificar a base produtiva do interior, com geração de renda no campo
e fornecimento de insumos para a indústria.
Conforme
a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), há previsão de
expansão do programa a partir de 2027, com ampliação da área plantada e
adesão de novos municípios.
O
cadastro de cidades interessadas em integrar o Programa Estadual de
Fortalecimento e Revitalização da Cotonicultura pode ser feito de forma
eletrônica, por meio do site oficial da Secretaria do Desenvolvimento
Econômico.
