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Foto Marcello Camargo/ Agência Brasil |
Boletim
divulgado nesta terça-feira (14), pelo Ministério da Saúde aponta que
não há mais nenhum estado brasileiro com tendência de aumento de casos
de dengue. Enquanto Maranhão e Mato Grosso registram tendência de
estabilidade de casos da doença, todas as demais unidades da Federação
apresentam tendência de queda.
“Nós
já vimos que a ordem natural ou o padrão é que, na próxima semana,
esses dois estados já entrem em tendência de queda. Entre uma e duas
semanas., esse tem sido o padrão dessa epidemia de 2024 no Brasil”,
avaliou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da
Saúde, Ethel Maciel.
Os números mostram que, atualmente, o país segue com 10 decretos de emergência por dengue nos seguintes
estados: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais,
Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
“A tendência é que esses estados revoguem os decretos a partir do
momento em que atingirem menos de 300 casos por 100 mil habitantes”.
Há
ainda, segundo o boletim, 632 decretos municipais de emergência por
dengue em vigência, sendo que a pasta revisa, neste momento, mais de 500
deles. “É uma situação muito diferente do que nós víamos há alguns
meses. Estamos agora em outro momento dessa epidemia no Brasil”,
completou Ethel.
“Nossa
estimativa é que, a partir do momento em que decretam emergência, eles
devem ficar de três a quatro meses com esses decretos [em vigência]”,
explicou. “Mesmo com essa tendência de queda da maioria dos estados,
continuaremos a repassar [recursos] porque a tendência é que a epidemia,
em cada um desses locais, dure de três a quatro meses”.
Números
Os
dados mostram que o país contabiliza, em 2024, um total de 4.797.362
casos prováveis de dengue – uma média de 2.362,5 casos para cada grupo
de 100 mil habitantes, incluindo 53.660 casos de dengue grave ou dengue
com sinal de alarme. Há ainda 2.576 óbitos pela doença confirmados e
2.628 em investigação.