Mesmo insatisfeita com o quarto lugar do Brasil no Sul-Americano
Sub-20, o que deixou a equipe fora do Mundial da categoria, a diretoria
da CBF estava disposta a manter o técnico Rogério Micale no cargo.
Chegou a sinalizar isso mais de uma vez. No entanto, voltou atrás nesta
segunda e o demitiu.
Micale tinha a seu favor o peso do título inédito do futebol masculino
em uma olímpiada. Esse era o argumento de um grupo de dirigentes da CBF
que defendiam a sua permanência. Ainda assim, a façanha na Rio 2016,
seis meses atrás, com festa no Maracanã lotado, não foi suficiente para
segurá-lo.
Sua saída, segundo o Terra apurou, passou a ser considerada após
declarações públicas do ex-coordenador das seleções de base da CBF,
Erasmo Damiani, demitido semana passada. Ele declarou que o coordenador
da seleção principal, Edu Gaspar, estava por trás de sua queda e
tentava trazer para a CBF pessoas próximas, a fim de reformar o setor.
Isso criou um impasse, na avaliação de funcionários da CBF. Damiani e
Micale trabalhavam em conjunto e tinham planos para as próximas
temporadas das equipes de base da confederação. Uma vez que o primeiro
saiu, 'atirando' no coordenador da principal, a situação de Micale
ficou delicada. Sua demissão foi definida pelo presidente Marco Polo Del
Nero, que conversou sobre o assunto com Edu Gaspar.