sábado, 6 de abril de 2013

Chinês é preso suspeito de torturar primo e pastelaria no Rio

Um chinês foi preso nesta terça-feira (2) por suspeita de torturar e escravizar o próprio primo, também chinês, de 22 anos, em uma pastelaria em Parada de Lucas, no subúbrio do Rio. Policiais da 38ª DP (Irajá) chegaram até o suspeito com informações do Disque Denúncia.

Yin Qiang Quan, que morava na pastelaria de Yan Ruilong, foi encontrado pelos policiais com diversas marcas de agressão pelo corpo e com o rosto deformado.

De acordo com a polícia, no local foi encontrado um alojamento em condições precárias e insalubres, e o estabelecimento possuía péssimas condições de higiene e conservação.

Yin foi levado pelos policiais para o Hospital Getulio Vargas, na Penha, e internado imediatamente. Nesta sexta-feira (5), Yin permanecia no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

“Eles são parentes e o dono da pastelaria comprou esse primo e o fazia de escravo. Não sabemos cifras, mas ele veio traficado da China há uns seis meses”, conta o inspetor Maurício Napoleão. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o chinês foi comprado por valor que varia entre R$ 20 mil a R$ 30 mil.

O autor das agressões e dono da pastelaria disse inicialmente não entender português, mas ao ser

levado para delegacia, confessou ter agredido Yin Qiang Quan com socos no rosto, um dos quais fez com que a vítima tivesse a cabeça arremessada contra uma máquina de fazer massa, provocando uma grave lesão na orelha esquerda.

Menor é testemunha

Outro chinês, um menor de 16 anos, que trabalhava como balconista e também residia no local, prestou depoimento como testemunha, mas, de acordo com policiais, demonstrava temor ao ser questionado sobre os fatos.

Yan Ruilong foi preso em flagrante pela prática dos crimes de tortura, redução a condição análoga à de escravo, omissão de socorro e frustração de direito assegurado por lei trabalhista. Ele foi levado para o presídio de Bangu. A pastelaria foi interditada pela polícia.

“Ainda aguardamos a perícia para saber a natureza das lesões. Isso pode significar um aumento da pena para o agressor”, diz o inspetor Napoleão.

Fonte: G1