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| Foto Divulgação |
O
atual cenário da mídia é marcado por telas, algoritmos e excesso de
informações. Mesmo com a expansão das plataformas de streaming, redes
sociais e outros meios digitais, o rádio segue em destaque no Brasil.
Segundo a 48ª edição do Data Stories - Inside Audio, da Kantar IBOPE
Media, publicada em 2025, o meio é ouvido por 79% da população nas
principais regiões metropolitanas. Em Fortaleza, no Ceará, o consumo de
rádio ultrapassa 80% dos entrevistados.
Apesar
da multiplicidade de canais de comunicação, o rádio ainda se destaca
pela agilidade e confiabilidade na transmissão de informações. Para
Kátia Patrocínio, jornalista e professora de Radiojornalismo na
Universidade de Fortaleza (Unifor), “a simplicidade na forma de
comunicar faz que o meio seja o mais veloz para levar a informação até o
receptor”, explica.
A
especialista também ressalta um diferencial importante do rádio: a
construção de imagens pelo ouvinte. Ela aprofunda essa característica ao
destacar a relação próxima entre locutor e audiência. “A criação da
imagem ao escutar a voz de um locutor e o que ele narra, nos dá uma
aproximação, no sentido de que nos aproximamos mais ainda do que
escutamos”, detalha.
Segundo
Kátia, neste momento, cria-se o diálogo mental, onde o ouvinte se sente
incluído naquela conversação como se fosse diretamente dirigida para
ele.
